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Nívea Doria´s Diary


Ensino de línguas/ proficiência em línguas

O que é relevante em uma avaliação de proficiência de língua?

O que é mais legal em continuar dentro de um universo acadêmico é continuar discutindo sobre questões caras a esse próprio universo e o quanto o conhecimento de Letras é importante a todas as áreas de conhecimento.

Para fazer/seguir na pós daqui, os alunos precisam apresentar um certificado de proficiência. Entre as provas, há uma de redação de português, gramática de inglês e coisas do tipo. Sinceramente, eu não preciso ser formada em Letras e ter meus pensamentos voltados para Linguística para ter a total certeza de que é um meio equivocado de avaliar a proficiência de uma pessoa em uma língua estrangeira ela ter de responder a trinta questões em trinta minutos. Questões gramaticais e de interpretação de texto (para essa, nem precisaria ter toda minha pesquisa acadêmica voltada à compreensão leitora).

Assim como em minha época de vestibular, na qual eu me recusei a fazer um cursinho preparatório, estou tendendo a me recusar a fazer esse tipo de prova. Ainda que seja a prova de japonês, que foi a única para a qual já me inscrevi uma vez e acabei não fazendo (um tanto de preguiça e a síndrome do último período da faculdade, em que tinha de escrever duas monografias). Isso pode me impedir de trabalhar em algum país estrangeiro ou mesmo de estudar por lá e, a não ser que seja algo que eu realmente queira muito e não possa viver sem, creio que tenderei a apenas aprender essas línguas, porém não a me submeter a esse tipo de coisa.

É muito fácil julgarmos que os alunos reprovados nessas provas são burros e não merecem continuar sua educação de pós-graduação. É muito fácil nos agarrarmos a conceitos enraizados e retrógados sobre a língua, que falar bem é saber escrever corretamente (ortograficamente falando e também falando sobre pontuação) e que essas redações de cursinho e no estilo de concurso/vestibular realmente avaliam se uma pessoa escreve bem. Ninguém para para pensar que é todo um gênero discursivo estranho, que diz que "prepara para a vida", mas apenas nos encapsula em regras que inventaram. "Introdução, desenvolvimento e conclusão. Um parágrafo para introdução e conclusão. Dois ou três para o desenvolvimento, que deve conter seus argumentos" - a fórmula mágica. Tão ruim quanto apenas decorar tabuada e fórmulas matemáticas e físicas.

Não estou falando que pessoas que não saibam escrever devam continuar em cursos como Mestrado e Doutorado, mas o que é escrever bem? É simplesmente saber pôr pontos e vírgulas onde achamos mais bonitinho? Onde seria melhor para respirar? É saber onde usar "j" ou "g"?

Saber escrever bem é justamente saber se colocar, como argumentar. Não necessariamente devemos tomar uma posição e ir com ela até o fim. Não se trata disso. É saber qual o seu objetivo com aquele texto, qual seu interesse com ele. Sua intenção pode ser justamente apresentar argumentos conflitantes e o quanto ambos se apresentam convincentes ou não, para que os outros reflitam. E fazer com que a mensagem a ser dada seja clara, concisa e coesa. Pode-se relevar erros ortográficos e muitas vezes uma vírgula ou um ponto estão em lugares um tanto inusitados, mas eles não estão ali para servir um propósito?

São só os alunos que devem estudar mais? Não se deve também fazer uma reformulação na educação? Não apenas no que é ensinado, mas em como se avaliar a aprendizagem: será que realmente estamos avaliando o conhecimento que o aluno tem da língua ou estamos apenas adestrando-os, como os cursinhos preparatórios fazem? Podemos entregar-lhes um diploma de proficiência em língua estrangeira ou mesmo na materna com base em testes que se agarram à exceções, tempo de resposta e a fórmulas decoradas?

Para se analisar realmente cada caso, deve-se estudar cada caso. Ver a prova, a correção, a resposta dos alunos. Minha resposta imediatista, sem ter visto as provas, é logo de achar tudo isso o que eu disse: grande parte do problema está na avaliação em si e na correção dela. Contudo, sendo cientista da língua, eu não posso me apegar aos meus preconceitos, ao que geralmente está atrelado à metodologia de ensino dos cursinhos de língua e que não julgo ser a melhor maneira de ensiná-la. Eu preciso, antes de tomar as dores de alunos ou concordar com o curso de idioma/coordenador de programa de pós, ter acesso a essas provas, analisá-las com cuidado e ter, aí sim, uma conclusão com relação a esse caso específico.

Ainda que tenha que não concordar com os alunos, isso não me fará mudar essa visão crítica em relação às metodologias de cursinhos de ensino de línguas e essas provas de proficiência que na verdade pouco avaliam sobre o conhecimento da língua estrangeira/materna daqueles que se submetem às suas provas.



Escrito por Nívea às 12h18
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Críticas à crítica

Gostaria que houvesse um lugar próprio para que escrevêssemos críticas às críticas (de cinema, gastronomia, artes plásticas, teatro, tv, livros, etc). Não falo de um espaço para comentários ou "cartas de leitores", mas sim no qual se estimulasse a escrever um texto crítico - nos mesmos moldes do original - sobre a crítica que lemos. Talvez acabasse servindo como um exercício de humildade tanto do crítico quanto de seu leitor, pois o primeiro poderia ver através de outros olhos seu próprio texto, ao passo que o leitor teria a experiência de exercer essa tarefa e ver que não é exatamente fácil e não é apenas uma questão de rabugice.

As seções de comentários de blogues e sites, assim como aquelas partes dedicadas aos leitores para interagirem com o jornal geralmente são usadas com insultos ou defesas quase que cegas. Isso acho que não é benéfico para nenhuma das duas partes, embora eu deva confessar que já escrevi sim nesses espaços para defender cegamente alguém de quem gosto, atacando o jornalista/crítico, mas isso já tem uns nove anos. Agora não estou mais chegada a brigas.

Ainda assim, tendo em vista todo o carinho que tenho pelo filme, fiquei um tanto indignada com a crítica ao DVD de"Grease - Nos Tempos da Brilhantina", que li hoje. Contudo, não irei espernear, apenas vou lê-la novamente após reassistir ao filme e poder fazer minha própria crítica a ambos.



Escrito por Nívea às 13h43
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Meu 2010 em resumo

- Primeira visita a Niterói - no meio do caminho, um entorse bonito de tornozelo.

- Prova de Interpretação, Expressão Corporal e Vocal - tudo junto. Com direito a cantoria minha... ¬¬ (ei, gosto de cantar e não canto mal, mas não gosto nem canto muito bem em português)

- Tentativas inúmeras de tomar posse- concurso no qual passei.

- Ensaios para a peça de formatura.

- Empossada!!! Finalmente!!!

- Manca do outro pé... ¬¬

- Estreia e curta temporada da peça - adeus à ETLA e vários aborrecimentos.

- Descoberta de tendinite braba no pé direito.

- Traição - mordida pelo próprio cachorro. Licença de 23 dias.

- Duas semanas de volta ao trabalho depois... uma epicondilite nos dois braços... mais 5 dias de licença.

- Volta ao trabalho.

- Crônicas de Nívea - a escada, a chuva e o escorregão. Dedo quebrado. Mais 21 dias de licença.

- Volta ao trabalho, 10 dias depois: recesso de Natal, até o Ano Novo.

Como deu pra perceber, se contabilizei 3 meses fazendo academia foi realmente MUITO!



Escrito por Nívea às 11h02
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Palavras caladas

Algumas palavras me pedem, insistentemente, para que sejam ditas, porém eu não consigo conceder-lhes liberdade. Nem tanto medo do retorno ou de sua falta, porém do perigo de pôr em risco uma tênue felicidade.

Não é porque é tênue que ela não seja querida e bem-vinda. Não é por ser tênue que gostaria de deixar de senti-la.

Ela não me abandona e não quero que me abandone. Não é um consolo, é uma verdade.

Essas palavras que querem se libertar são, na verdade, bonitas. Elas não querem mal a ninguém. Possivelmente querem o melhor a essa felicidadezinha.

O problema não são as palavras em si. Talvez nem sua emissora. Hoje conheço melhor aquilo que elas refletem, sei seu significado.

Mas... elas são dirigidas a alguém muito específico, embora algumas vezes eu goste de revestir essa ideia de uma generalidade que não existe. Para algumas pessoas, esse alguém é ainda indistinto. Outras acham que pode ser mudado. Poucos entendem um pouco melhor.

Deixo de as sufocar? Escrevo-as? Digo-as?

Ou que permaneçam caladas?



Escrito por Nívea às 21h51
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BALANÇO DE 2009 (postado anteriormente no TB)

Andei fazendo uns balanços de 2009 (e confesso que ao final de 2008 não pensei que pudesse ser sucedido por um ano tão frutífero):

Coisas felizes:
- Fiz meu primeiro artigo pro TB;
- Entrei para o curso de teatro profissionalizante (o que eu sempre quis fazer da minha vida);
- Prestei meu primeiro concurso público e passei!!! XD;
- Passei no aproveitamento de estudos para cursar a faculdade de Letras Português-Japonês;
- Comprei meu primeiro box de TOS;
- Assisti ao piloto de Caprica;
- Assisti ao final de BSG;
- Completei minha coleção de GG;
- Comprei minha TV LCD;
- Comprei (finalmente!!!!) o meu Bat Out Of Hell 1 (do Meat Loaf com composições de Jim Steinman, claro... e fiquei sabendo que o Jim está tocando o projeto do musical de Bat Out Of Hell);
- Revi o povo do Rio que é fã de Jornada;
- A família está crescendo, meu primo mais velho vai ter os primeiros gêmeos Doria... pelo menos do nosso ramo da família. 

Coisas ruins:
- Falecimento da minha avó (que não é trekker);
- Falecimento de dois tios;
- Star Trek de JJ... rs...
- Estresses normais de família.

No fim das contas, foi o ano mais positivo que eu tive nos últimos... mmm... sei lá... 10 anos... XD

Foi a listinha que postei no fórum do Trek Brasilis...

Estou meio calada por aqui, mas ando twittando tb... http://twitter.com/titamya

Vou ver se volto a escrever mais por aqui de novo...

PS: Mais duas coisas positivíssimas de 2009 - Flamengo hexacampeão e pentatri; Salgueiro campeão do Grupo Especial do Rio de Janeiro.



Escrito por Nívea às 22h31
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Rock n' roll Dreams come through

Sim, nesses tantos meses de ausência fiz algumas coisas e tive algumas vezes vontade de escrever por aqui. Ultimamente, ando lendo como uma doida, vendo vários filmes, ouvindo exaustivamente Meat Loaf e me educando musicalmente com muito rock n' roll. Estou numa fase de pesquisar sobre rock, usando umas fontes confiáveis: Escola de Rock, umas declarações do Jack Black, algumas referências dadas pelo Luiz (Castanheira) e umas curiosidades antigas.

De livros, nesse meio tempo, eu li O Menino do Pijama Listrado, A Soma dos Dias (Isabel Allende), A Construção da Personagem (Stanislavski), Eclipse e Amanhecer (Saga Crepúsculo, da Stephenie Meyer), There's No Place Like Here, Cavaleiro Inexistente (Italo Calvino), O Noviço (Martins Pena, para encenar na prova final do primeiro semestre), transcrição do Neverland (musical do Jim Steinman), etc... acho que tem mais coisa que estou esquecendo.

De filmes, me apaixonei por Ligeiramente Grávidos e Vestida para Casar, Tenacious D in the Pick of the Destiny, Shock Treatment (do Richard O'Brien, uma não sequência do Rock Horror Picture Show), Grease, Dirty Dancing, Os Sete Suspeitos, O que que há gatinha?, etc... - muita coisa...

De música, é Meat Loaf na veia, emoção saindo de todos os poros, esgoelações que renderam duetos comigo mesma. As aulas de voz do Angelo lá na ETLA estão me ajudando muito nessa parte musical e estou começando a achar que eu deveria realmente fazer umas aulas de canto. Descobri que é através da minha voz (seja atuando, seja cantando) que eu me expresso melhor e quero investir nisso. Não esquecendo interpretação e corpo, além de estudos mais acadêmicos, porém temos que ir descobrindo, como artistas o que podemos usar, a maneira como podemos usar e o que nos levará a realmente expressarmos aquilo que está dentro de nós.

Ouço Meat principalmente cantando o que Jim Steinman escreveu. Meat no sangue e no coração, Jim na alma. Sim, tô exagerando, mas o Jim exagera também.

Uma das descobertas fundamentais que eu fiz e que me fizeram despertar para certas evidências é que esses dois caras me inspiram demais para o que eu preciso fazer como aspirante a artista. Através de suas músicas, eu consigo encontrar pontos de concentração para o que eu preciso apresentar no curso e isso é muito legal, mas me angustia pq eu não pude ainda pôr isso totalmente em prática por outras questões.

Ah sim, o que eu ando pegando de música para ouvir? Tenacious D, Meat, Jim, Bonnie, Pandora's Box, Judas Priest, Black Sabbath (estou por enquanto mais concentrada no Dio como vocalista por causa do filme do D), AC/DC, The Who - dentre outras coisas. Voltei a ouvir mais os meus amados Titãs tb...

Será que eu vou conseguir fazer textos com reflexões sobre arte?! Assim espero, pois minhas conceituações vão mudando à medida que me aprofundo...



Escrito por Nívea às 21h31
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Audrey...

Nossa... que coisa!! Eu sempre me lembro dessas coisas, mas hoje eu quase me esqueci, só percebi quando vi que no TCM iam passar vários filmes da Audrey, hoje é aniversário dela, quando ela faria apenas 80 anos. Acho isso pouco, se considerarmos que ela morreu há dezesseis anos, ou seja, era muito nova pra isso.

Quem me chamou atenção que hoje deveria ser uma data especial foi meu irmão, quando falei da quantidade de filmes e, então, me lembrei: 04 de maio. Caramba!!! Eu fico tentando me lembrar quando foi que virei fã dela, da sua elegância, daqueles olhos grandes, que sempre me pareceram brilhar de bondade. Não a conheci pessoalmente, quando ela morreu, eu não sabia quem ela era, mas, mesmo assim, essa primeira impressão ainda fica.

Acho que tem uns dez, doze anos que sou fã dela. Foi quando assinamos a NET, quando eu tive mais acesso a filmes mais antigos, da época de 50. Não sei qual filme dela vi primeiro: Sabrina, A Princesa e o Plebeu, Cinderela em Paris?! Não sei MESMO! Só sei que foi um desses e são três dos meus filmes favoritos.

80 anos de Audrey, caramba! Que bom que o TCM me lembrou da data!!!!

Parabéns, Audrey!!! Onde quer que esteja! Parabéns aos filhos dela!!! E parabéns a cada fã que aprendeu a amá-la!



Escrito por Nívea às 22h56
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Quarto livro da Cecelia...

Ok, virou vício... Ainda não li, mas já está devidamente comprado o meu quarto livro escrito pela irlandesa Cecelia Ahern, "There's a Place Called Here". Mais uma vez, parece que o fantástico entra no livro e mais uma vez temos uma protagonista feminina: Sandy. O negócio agora é terminar de ler Mansfield Park da maravilhosa Jane Austen e começar a entrar de cabeça novamente na literatura da Srta. Ahern. Espero um dia ser como ela como escritora. Adoraria conhecê-la e falar o quanto seus livros significam pra mim - é uma coisa meio de tiete, mas fazer o quê?! É como eu me sinto.



Escrito por Nívea às 20h02
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PS - Thanks for the books...

Há certas coisas completamente loucas que acontecem. Eu escrevi uma vez por aqui, se não me engano, em um texto mais pra literário do que um com jeito de confissão ou de "abrir coração" sobre às vezes a gente sair pra um lugar sem ter idéia do motivo pelo qual aquele dia vai ser lembrado. Estamos indo para algum lugar sem grandes pretensões e de repente vem um clique doido na cabeça e pensamos: peraí, não vou me esquecer tão cedo. Eu tb já escrevi que eu não gosto de esquecer as coisas e que me esforço para que fiquem sempre guardadas as lembranças, embora isso possa fazer com que as pessoas simplesmente pirem.

Bem, é um pouco de papo furado, no entanto, eu me lembrei dessas coisas, pois acabei de ler o terceiro romance que eu tenho aqui em casa de uma escritora irlandesa que eu passei a admirar: Cecelia Ahern. E minha "história com ela" começa de uma maneira inesperada, uma vez que começa com "O Fantasma da Ópera".

Por algum motivo louco, eu cismei de comprar o filme de 2004 de "O Fantasma da Ópera". Eu só sabia que uma tal de Emmy Rossum protagonizava-o e eu havia gostado muito dela em seu trabalho em "Paixão" (Passionada, 2003). Eu não sabia muito bem quem era Gerard Butler, apenas que ele havia feito alguns filmes que eu não tinha visto ou se tinha visto algum no qual aparecia, eu não o havia notado. Quando o Fantasma chegou em casa, eu assisti e fiquei completamente atraída pela interpretação do Sr. Butler. O Fantasma tinha um quê de interessante, sensual, atraente, que não saía de minha mente. Aos poucos, peguei fotos dele e comecei a comprar filmes com ele, achar vídeos no youtube e resolvi pedir pro meu pai pegar na locadora um tal "PS Eu te amo".

E é aí que realmente começa minha relação com os livros da Srta. Ahern.

Assisti a PS e eu gostei muito, embora não tenha me arrebatado. Eu já havia assistido ao trailer e ao clipe de "Galway Girl" cantada por Gerry Butler, fiquei apaixonada, mas parecia que no filme faltava alguma coisa. E quando me toquei que havia sido baseado em um livro, "corri" pra loja virtual da Saraiva e procurei. Lá o encontrei, lindo e rosa.

Demorei até comprar, aproveitei pra comprar outras coisas também, inclusive fazer a reserva do DVD do filme, que estava em pré-venda. Quando comecei a ler, o início tinha aquela cena apaixonante entre Holly e Gerry, que haviam representado no filme de maneira perfeita. Eu não li rapidamente até a metade do livro, estava esperando vir o estalo de que ali tinha o que estava faltando.

A segunda metade foi completamente devorada em dois dias. O livro foi simplesmente lindo e, ao ler as sinopses de outros livros da Srta. Ahern, eu fiquei simplesmente sedenta. Na minha próxima compra de livros, comprei "If You Could See Me Now" e "Thanks for the Memories", além de outros livros, como o Brisingr, de Christopher Paolini.

"If You Could See Me Now" foi completamente devorado rapidamente. Eu quis tentar lê-lo com mais calma, porém não consegui. A história de um amigo imaginário, um menininho e a tia do menininho era linda demais. Me apaixonei profundamente, é um livro tocante, lindo, maravilhoso!

Demorei até ler "Thanks for the Memories". Eu não queria ter de dizer adeus à magia emanada daqueles livros tão cedo. Então, uma parada para ler Saramago e uma parada para ler "Crepúsculo" e "Lua Nova" - são assuntos para outro post - e fiquei um tempo sem pegar em "Thanks for the Memories", até que eu o peguei pra ler ao mesmo tempo em que peguei pra ler "Ensaio sobre a lucidez", do Saramago.

Terminei Lucidez antes de Memories, pois eu estava enrolando um pouco para a magia perdurar ainda mais e também porque eu o estava achando o menos interessante. Então hoje eu li as últimas 100 páginas do livro e ele não era nem um pouco desinteressante. A história de Joyce é lindinha e, mais uma vez, a filha do ex-primeiro ministro irlandês põe o fantástico dentro do livro: memórias que passam através da transfusão de sangue. Assim como Holly e Elizabeth, Joyce passa pela solidão e pela tristeza para através dos amigos e da família se reencontrar. É realmente lindinho e adoraria ver virando um filme, como parece que vai ocorrer também com a história de Elizabeth e seu sobrinho Luke.

Sério, eu só posso dizer pra Srta. Ahern: Thanks for the books, Cecelia!



Escrito por Nívea às 02h59
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Pantera e humor em geral

Após a compra de "No rastro da Pantera Cor-de-Rosa", de Pedro Karp Vasquez, eu o devorei em coisa de um dia, pois eu não consigo pegar algo sobre a Pantera/ Peter Sellers e não consumir o mais rápido possível. O livro é ótimo, tem tudo o que um panterista pode querer, além de dar também aquele gostinho maravilhoso de quero mais no final.

Então, eu resolvi rever os filmes da Pantera, a partir de "Um Tiro no Escuro", além de dar uma olhada no BD do Dublanet sobre a dublagem. Um dos maiores problemas é que o box lançado com 5 filmes (+ um disco de extras e faltando apenas o "A Volta da Pantera Cor-de-Rosa", que, por sinal vem com dublagem) é que os discos são desprovidos da dublagem. Eu me lembro mais ou menos da dublagem, pois no TCM passa dublado, porém eu não consigo associar imediatamente o dublador com a voz, além do que a memória já não é 100% - tendo ainda que levar em consideração que eu vi tanto "A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa" e o original "A Pantera Cor-de-Rosa" há vários meses, dublados no TCM. Dessa forma, não tenho mesmo como ter idéia dos dubladores.

No entanto, creio que a dublagem do DVD de "A Volta da Pantera Cor-de-Rosa" não está contemplada no BD do Dublanet e infelizmente eu não consigo identificar todos os dubladores para cooperar. Mas o que isso tem a ver?!

Ah sim, estou mergulhada de cabeça no universo cor-de-rosa de Blake Edwards e Peter Sellers. Eu não consigo assistir aos filmes sem rir e não consigo terminar de ver um filme pensando em quando verei/rirei novamente. Estou pensando seriamente em vê-los com mais cuidado e anotar minhas próprias impressões, notas de lembranças que eu tinha de determinada cena e outras coisas, além de pegar novamente o livro de Karp Vasquez para pelo menos exercitar um pouco minha veia pesquisadora. Ela está adormecida e saudosa de estar em atividade.

O mesmo pretendo fazer com Homicide.

Ah sim, mas tirando Homicide que entrou na história por ser uma daquelas grandes paixões arrebatadoras, eu acho que ao invés de apenas pegar a Pantera clássica, pegar tb a do Steve Martin e alguns outros filmes de comédia de que eu gosto e começar a escrever bastante em forma de site, depois vejo se vira um projeto pra web ou não. Só sei que preciso exercitar um pouco do conhecimento de comédias e, além disso, meu conhecimento sobre o Sr. Sellers.

Ah e claro que tb conhecimento sobre outros gênios, seja do humor ou não. Nota mental: pesquisar mais sobre Tim Curry, Steve Martin, Peter Sellers, Mel Brooks, Leslie Nielsen, Monty Python, etc e tal.



Escrito por Nívea às 02h13
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Barra Shopping, BOOH, Pantera Cor-de-Rosa, Vermelho, etc e tal

Segunda-feira (12/01 – níver do meu querido e falecido Flopy ou Thomas Floperson, seu nome real), eu, meu pai e minha mãe fomos ao Barra Shopping. Claro que a princípio, quem conhece onde eu moro e a distância daqui até a Barra pode pensar “mas por quê?!”. Bem, é por uma boa causa.

 

O ex-prefeito Cesar Maia em alguns anos de seu mandato (não lembro se em todos) mandava para funcionários municipais aqui do Rio de Janeiro (e não tenho certeza se para todos ou apenas para aqueles vinculados à Secretaria de Educação) um vale livros. Houve vezes que poderíamos comprar em qualquer livraria, não apenas do município do Rio de Janeiro, mas de municípios do estado. No entanto, dessa vez havia algumas livrarias credenciadas.

 

Como eu não sou de ir à Z. Sul nem ao Centro e as livrarias em outros bairros não tão distantes não pareciam tão convidativas quanto a que fomos, decidimos ir ao Barra Shopping.

 

Como sempre, o shopping da minha infância não me decepcionou. Eu amo aquilo lá, tenho as memórias mais legais de shopping vividas lá, como quando meu sapatinho rosa caiu do segundo para o primeiro andar, como as vezes que íamos lá pra comprar o material escolar, as vezes que fui com o Luiz Fernando, etc. e tal. Lá é um dos meus lugares favoritos e um dos mais nostálgicos.

 

Mas então, graças à atitude do ex-prefeito, eu me vi no Barra novamente. Claro que faltava o meu irmão para a nostalgia estar completa, mas fazer o quê?! Nunca temos tudo por completo. Andamos pra caramba, fiquei com o pé machucado e tudo, mas e daí? Eu tava no Barra Shopping!

 

Almoço no Bob’s, depois peregrinação à livraria que aceitava o vale. O nome da tal livraria é Livraria da Travessa e eu confesso que fiquei maravilhada com ela. Que lugar enorme e convidativo! Uma organização que está faltando a algumas outras livrarias visitadas mais recentemente, por sinal, embora eu tenha ficado meio perdida em algumas estantes de livros e de DVDs.

 

Lá eu consegui mais duas aquisições pra minha coleção da Jane Austen: Mansfield Park e Sense & Sensibility (nome em inglês porque comprei em inglês) – esses com o vale do meu pai – , além de uma antologia poética do Neruda (algo não muito comum: Nívea comprando livro de poesia, mas tudo a ver com La Oreja de Van Gogh) e o DVD duplo de Cantando na Chuva. – só a ida até lá valeu muito!

 

Depois de comprar uma blusa na C&A para o casamento do meu primo, eu fui até a Saraiva enquanto papis e mamis iam à Renner comprar uma blusa para ela para o mesmo evento. Na Saraiva, encontrei uma versão de DVD duplo do Moulin Rouge!, é eu adoro o filme, embora eu tenha trauma do Ewan McGregor cantando Your Song (uma das minhas músicas favoritas do Elton John) e uma edição de aniversário de Uma Linda Mulher. Sabe como é, tem certos filmes que marcam a nossa infância e pelo mesmo motivo, comprei também Cocoon – o Regresso, em parte pela simpatia dos velhinhos e em parte por outros objetivos.

 

Por fim, após a seção Renner/Saraiva, fui até a FNAC. Algo sobrenatural me dizia que eu devia ir lá. Eu SEMPRE vou à FNAC quando estou no Barra Shopping, pois sempre encontro coisas lá que não costumo encontrar em outros lugares. Achei até mais de uma coisa, mas o que me chamou a atenção: um livro sobre a série cinematográfica que eu mais amo (A Pantera Cor-de-Rosa, com o genial Peter Sellers de Clouseau) e o CD do primeiro Bat Out Of Hell, por menos de 50,00. Lindíssimo, imitando vinil e tudo.

 

Engraçado de encontrar o livro foi que eu estava planejando re-re-re-etc-rever (o hífen é para dar ênfase) a série de filmes e prestar atenção a algumas coisas. Quando baixar o preço, pretendo adquirir também a versão de Steve Martin porque eu tenho alguns planos com isso. Ainda não totalmente definidos, mas alguns planos.

 

Pelo menos no aspecto aquisições, eu estou me sentindo feliz. Em breve também chegarão em minha casa os três Corra Que A Polícia Vem Aí, outra série de filmes de que gosto muito. Espero que 2009 seja um ano bastante interessante.

 

Feliz 2009!!!!!



Escrito por Nívea às 18h29
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Retorno

Nossa, eu não me lembrava de que a minha última entrada nesse blog tinha sido tão triste, mas reflete completamente o meu estado de espírito de 2008. Obrigada pelos comentários. Bem, a Virgínia escreveu algo que eu já pensei sim, mas não sou tão dura quanto parece com opiniões diferentes. Não rio de quem procura fazer amizade com todo mundo, mas acho que as pessoas deveriam ter mais cuidado com isso. O fato de procurar fazer amizade com todo mundo, não quer dizer que se faça amizade com todo mundo, mas há situações engraçadas com relação a isso, então, eu rio.

Sei que o post anterior ficou bastante generalizado, mas havia objetivos diretos. Engraçado é que duas pessoas que responderam (Virgínia e Kazinha) estão totalmente fora do grupo a que me referia. Mas foi muito válido o retorno da Virgínia, principalmente no que se refere às unhas e aos dentes. Eu acho que eu já amoleci demais.

Digamos que sou exigente demais com as pessoas para que as opiniões sejam parecidas com as minhas de acordo com o grau de similaridade que a pessoa tem comigo. Mas na verdade, eu gosto mais que as pessoas sejam fiéis aos próprios valores, pois eu vejo uma troca de valores muito constante nas pessoas. Nem ligo se os valores são iguais aos meus.

Eu vim aqui pra escrever uma coisa e acabei escrevendo outra. Daqui a pouco eu vou falar do que eu iria falar, mas foi interessante ler aí o que a Virgínia, a Kazinha e o Shindoh escreveram. O ShindoH, então, foi uma surpresa bastante interessante.

Vou ver se esse ano eu passo a escrever e a aparecer mais aqui.



Escrito por Nívea às 17h38
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Carente de retorno

Relendo o texto de janeiro, percebo como eu quase melhorei e consegui piorar. A auto-confiança é algo muito traiçoeiro no ser humano. Em janeiro, eu ainda tinha a expectativa da defesa da dissertação. Agora, a dissertação está entregue há dois meses e eu fico aqui jogada na cama, quase vegetando.

É triste ver que estou aqui, jogada e poucas pessoas se importam. Não digo um grande resgate a la Hollywood, eu digo mesmo alguém simplesmente se importar. Mesmo às vezes gritando por atenção, no melhor estilo "Ei, por favor, me salvem!", parece que meus pedidos de socorro resvalam em suas peles ou em algum poderoso domo de energia. Dessa forma, eu percebo que a misantropia novamente cresce em mim. Será que seria melhor voltar a ser como eu era?

Atualmente, estou ouvindo muita música, pois ela me ajuda a pensar nas questões do ser humano. Não que eu não converse com ninguém: tem a minha família e o MSN, mas eu preciso do contato humano direto, que seria ver as pessoas frente a frente. Preciso disso, mas eu estou dentro de um ciclo vicioso horrível. Só consigo me afundar mais ainda no que eu me sinto atolada e fico pensando se isso é depressão ou um masoquismo profundo. Daí me vem uma reflexão: será que a depressão não é um tipo bem severo de masoquismo? Como eu vou saber se o que eu tenho é mesmo depressão.

Por favor, que ninguém diga: procure um psicólogo, analista, psiquiatra, exorcista, etc.

A única coisa que eu sei é que eu fico numa tristeza profunda. Eu quero falar com as pessoas e, embora há quem diga "se não consegue falar, escreva", por mais que se escreva, vc nunca tem certeza se te leram.

Porque estou carecendo de respostas. Estou completamente carente de retorno.



Escrito por Nívea às 03h05
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Quase nada...

Janeiro, fevereiro, março. Às vezes até um pouco de abril e tiro bastante do meu tempo em ficar observando os blogs, a página oficial e as notícias sobre Big Brother Brasil. Não consigo mudar isso, independente de os participantes serem fortes ou fracos.

 

Sei que muita gente detesta, acha um saco, mas muita gente não consegue definir bem o que não gosta de BBB. Alguns chegam a vir com o papo de ser um programa da Globo. Afinal de contas, nós sabemos, a Globo é só uma forma institucionalizada do inferno na Terra. Bem, pelo menos é isso o que esse povo aparenta dizer.

 

Não odeio a Globo. Eu apenas gosto ou não gosto de determinadas atrações. Não crio teorias conspiratórias envolvendo diretores, produtores e o diabo a quatro. E nem é pra falar da Globo que estou aqui.

 

Uma coisa anda me incomodando na “net BBB”. Os discursos são sempre bastante repetitivos. Nem digo isso dos blogueiros em si, digo isso do povo que aparece para comentar mesmo.

 

No BBB8 ou as pessoas torcem pela Gyselle ou ela é “uma porca, que nunca lava aquele cabelo que parece um ninho de ratos”. Quem torce é porque “ela é guerreira”. Quando não falam da empatia dela com o público... Nossa!!! Diferentemente do Alemão que conseguia ler o que se passava do lado de fora da casa, Gyselle não consegue se colocar no lugar do público!!! Isso porque ela está no lugar dela, fazendo a trajetória dela e, parece-me, tentando ser ela mesma. Mas pode não ser, não me importo, o que me importa é o que acontece dentro da casa. Como podem afirmar, portanto, que ela tem empatia com o público?! Talvez o público tenha empatia com ela, aí tudo bem. Talvez ela desperte simpatia, tenha carisma, mas não é empatia que ela tem com o público, minha gente!

 

Esse é só um exemplo de papo repetitivo. É difícil ver gente que fale coisas muito diferentes estando a favor ou contra a participante, mas também nem é isso o que realmente está me irritando.

 

Big Brother tem o poder de popularizar algumas expressões que são mais regionais (às vezes pessoais) em todo o território brasileiro. Ou pelo menos de mudá-las de alguma maneira, de forma que passa a ter “a cara do participante”. Casos clássicos: “faz parrrrrrte” (Bambam), “ninguém merece” (Juliana Lopes), dentre outras.

 

Mas caso curioso é que esse fenômeno também “faz parrrrrrrrte” da própria net BBB. Agora é um tal de “menos, bem menos, quase nada” que chega a irritar. Dificilmente se entra na página de comentários de um determinado post de blogueiro que não tenha a expressão. No início é engraçadinha e criativa. É algo que já ouvimos em algum lugar, mas depois passa a ficar repetitiva demais e maçante.

 

Os dois lados se atacam com essa arma. X fala mal de Gyselle, aí Y, que é torcedor dela, responde com argumentos iguais aos da maioria da torcida da participante e conclui (sim, pq é altamente conclusivo) com um “menos, bem menos, quase nada”. Então X retalia e talvez venham pessoas que pensem como X e arrematam com a mesma expressão e fica uma guerra de “quase nada” que chega a ser alguma coisa. Algo meio insuportável.

 

Entendo que os argumentos para se gostar de alguém sejam bastante parecidos. Todos somos humanos e a simpatia despertada por alguém deve ser meio que parecida para todos os que simpatizaram. Torcer por um xingando o outro é uma prática bastante comum, é só vermos, por exemplo, uma partida de futebol. Quando não se xinga o time adversário, xinga-se o árbitro. Na verdade, quase sempre se xinga o árbitro e é facultativo o xingamento do adversário.

 

Mas esse “menos, bem menos, quase nada”... Sei lá. É a conclusão de todos, a palavra-chave que há tanto tempo estava perdida nas mentes humanas. É a solução dos problemas. Se eu não sei arrematar um texto argumentativo de discussão com um interlocutor, eu peço para que o outro baixe a bola, porque está falando besteira, o que se resume com a tal expressão. Fórmula mágica, que nem as fórmulas de matemática, física e química que os professores nos mandam decorar para nos darmos bem em prova. Dessa forma, não precisamos saber como chegamos àquilo, é só repetir as letras, os sinais de operação e o igual, que tá tudo resolvido.

 

Bem parecido também com aqueles roteiros definidos de redação para o vestibular. Parecemos robôs repetindo: “introdução, argumentação e conclusão”. Só que agora a conclusão pode ser a mesma para todos. Maravilha! E se der também para copiar o argumento alheio, beleza! Mexe-se aqui e ali, comete-se os próprios erros e vícios de linguagem e pronto: um texto prontinho para discutir na net.

 

Calculo que isso esteja acontecendo em blogs diversos. Cito a questão dentro da net BBB que é por onde eu circulo mais em termos de blog. Não é algo que vai parar de uma hora para outra, mas seria um interessante objeto de estudos lingüísticos, talvez sociolingüísticos, será que caberia em dialetologia?! O olhar da análise do discurso também seria interessante. Que pena que estou saindo da vida acadêmica! Mas se formos parar para olhar bem a internet, sempre teremos casos de estudo e eu escolheria no momento o “menos, bem menos, quase nada”, justamente porque me incomoda.



Escrito por Nívea às 14h11
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Acho que o meu blog acabou virando um espelho de mim mesma. Após o meu aniversário, outubro não se tornou um mês muito aprazível, na verdade, a partir do dia 13 eu acabei sucumbindo a mim mesma. Por isso sumi da internet em geral e também de certa forma da "vida pública": não consegui mais pegar um telefone para ligar e apenas saía de casa em caso de extrema necessidade.

Não vou fazer do blog um divã psiquiátrico, então, não entrarei em detalhes, apenas dizer que fiquei realmente muito mal - a quem interessar possa.

Falando mais de minhas leituras, depois de ler Machadão (Quincas Borba, ao final, ajudou a aumentar meu mal-estar), Eça e Dostoiévski, passei novamente às leituras de fantasia: Harry Potter e as relíquias da morte (traduzido por Lya Wyler) e a trilogia Fronteiras do Universo: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. Depois detalho melhor a tradução de HP7, porém gostaria de deixar aqui a minha impressão geral sobre Philip Pullman: adorei o seu estilo, apenas o senti sendo um pouco menos o Pullman dos dois primeiros livros em vários momentos do terceiro volume. E quero acrescentar que não desejo comparar Rowling, Paolini e Pullman, cada um com o seu estilo e com suas narrativas.

Além de ter lido basttante, nesse meio-tempo assisti a muita coisa: The Importane of Being Earnest (com Colin Firth, Reese Whiterspoon e Rupert Everett, datado de 2002), Trauma (com Colin Firth), revi as Bridgets e Simplesmente Amor, 007 - Cassino Royale, Amigas com Dinheiro, Más Companhias, Peter Pan e Passionada (com Jason Isaacs), além de séries como Ally McBeal, Boston Legal, Gilmore Girls e Sex and the City. Vi mais alguma coisa, mas eu me esqueci.

Tenho que ver as coisas com mais calma pra poder escrever decentemente sobre cada uma dessas coisas que li e a que assisti nesses três meses.

Mais uma coisa: leitura preferida desse período terrível da minha vida. "O Condenado", de Bernard Cornwell.

PS: Me esqueci de dizer que ando fandublando bastante e que espero em breve publicar umas coisas que andei dirigindo. Além disso, esqueci de mencionar que ando uma noveleira de mão cheia nesse meio tempo. Embora eu goste de Duas Caras, eu acabo não assistindo muito, pq eu perdi o pique de assistir novela às 9 horas da noite.



Escrito por Nívea às 15h29
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